A nudez da baiana, que não ama Marianne, tem preço


Joaquim Barbosa viu renascer as revoluções francesa e russa nas manifestações da elite branca, promovidas pelos golpistas que conspiram uma ditadura, e outros ambiciosos, que tramam entregar todo o poder ao PMDB, que já controla a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. Este último movimento pretende que o vice Michel Temer assuma a presidência no lugar de Dilma Rousseff.

Eduardo Cunha, presidente da Câmara, deitou entrevista para uma absurda revelação: “Estamos preparados para tomar o Brasil”. Leia a confissão do ditador da Câmara aqui 

Na manifestação consagrada por Joaquim, do alto do seu luxuoso apartamento em Miami, não havia nenhuma nudez de Marianne, mulher lendária, heroína que representa o povo que trabalha, explorado pelo patronato.

Marianne sem teto, sem terra, sem nada.

Marianne, a Liberdade conduzindo o povo, por Eugène Delacroix

Marianne, a Liberdade conduzindo o povo, por Eugène Delacroix

 

Na ordem unida das elites brasileiras uma empresária, analfabeta política, tirou a roupa em protesto

A musa da direita vai virar capa de revista pornô

A musa da direita vai virar capa de revista pornô

 

Em entrevista ao iG, Juliana Isen, musa da direita, conta que votou no Aécio Neves e diz que gostaria de ver Joaquim Barbosa presidente, “um cara porreta”.

No meio de milhares de pessoas, ao menos seis carros de som e diversos gritos de protesto contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), no último dia 15, na Avenida Paulista, região central de São Paulo, a empresária baiana Juliana Isen, de 36 anos, encontrou outra maneira de chamar a atenção de todos que estavam ao seu redor.

Juliana colocou dois adesivos nos mamilos e tirou a camiseta diante de dezenas de policiais, que olharam impassíveis. Aos gritos de “Fora Dilma, Fora PT, quero um País melhor”, ela caminhou seminua pela mais icônica avenida da principal cidade do País, posou para fotógrafos e curiosos e ainda hoje, duas semanas após a manifestação, fatura com a atitude incomum.

Chamariz, Juliana convida para novo protesto no dia 12 de abril. "Vou ficar de tudo", promete

Chamariz. Juliana convida para novo protesto no dia 12 de abril. “Vou tirar tudo”, promete

 

A empresária diz que ficar seminua na Avenida Paulista foi uma decisão totalmente passional, impulsiva, nada programada. Quando pequena, Juliana conta que era tímida. Mas não foi o que se viu no protesto da empresária. “Me deu aquela coisa… vi os policiais, coloquei os adesivos [nos mamilos] e tirei [a blusa]. Quando olhei ao redor, vi um monte de fotógrafos, um monte de gente e pensei: “é agora que vou mandar meu recado. Gritei que queria liberdade, um país melhor, fora PT, fora Dilma, fora Lula. Chega, já deu”.

Ela garante que não premeditou a nudez em busca de fama. “Fui movida pelo calor da emoção. Não achei que ia causar polêmica. Minha aureola estava totamente coberta pelo adesivo. Tirei a blusa, comecei e papapá. Nem imaginei aquele monte de fotógrafos. Fui verdadeira, espontânea. E vou fazer de novo”, promete.

Debaixo de uma leve garoa e no meio da empolgação, os adesivos de Juliana descolaram e por alguns minutos ela ficou sem a proteção nos seios. O jeito foi usar novos adesivos. Além dos novos seguidores nas redes sociais, de programa de TV e ensaio nu, Juliana teve de administrar a avó, por quem foi criada, que ficou dois dias de cama.

A empresária, que é sócia do ex-marido em uma revenda de suplementos para atletas, virou neocelebridade e conquistou o posto de musa dos atos antigoverno. E nas últimas duas semanas, diz ter visto sua vida mudar, com direito a pedidos de casamento pelo Facebook, cantadas de homens e mulheres e até convite (já aceito) para posar nua para uma revista masculina. No dia seguinte ao protesto, foi preciso contratar um assessor de imprensa e um empresário – Cacau Oliver, o mesmo da ex-vice-miss bumbum, Andressa Urach. Agora o sonho é ser apresentadora de TV.

O ensaio da revista “Sexy” ainda é tratado com certo mistério. Juliana dá a entender que parte dele pode ser feito na próxima manifestação, marcada para 12 de abril. “Vai chocar a sociedade. Vai ser bafão. Minha revista vai chocar politicamente falando”, diz. A primeirão sessão de fotos foi feita na sexta-feira (27), mas a publicação deve chegar às bancas em maio ou junho.

Em entrevista ao iG, a empresária, que rechaça o título de socialite e se define como de direita por ser “contra o PT”, diz que aquela foi a segunda manifestação da qual participou. A primeira foi em junho de 2013, quando se juntou a outras milhares de pessoas também na avenida Paulista para pedir a revogação do aumento de R$ 0,20 nas tarifas de ônibus, metrô e trem de São Paulo. “Eu não ando de ônibus, mas eu sou povo”.

O Brasil já tentou popularizar uma versão de Marianne, como símbolo da República. Talvez a onda de Juliana, capa de revista pornô, pegue.

Marianne, por Bardot

Marianne, por Bardot

 

loura nua paulista meme

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