A triste infância de Zila Mamede


O jornaleiro

SONETO TRISTE
PARA MINHA INFÂNCIA
por Zila Mamede

De silêncios me fiz, e de agonia
vi, crescente, meu rosto saturado.
Tudo de mágoa e dor, tudo jazia
nos meus braços de infante degredado.

Culpa não tinha a voz que em mim nascia
pedindo esses desejos – sonho ousado
por onde o meu olhar navegaria
de cores e de anseios penetrado.

Buscava uma beleza antecipada
– a condição mais pura de harmonia
nessa infância de medos tatuada,

querendo-me em beber de inacabada
procura que, em meu ser, superaria
a minha triste infância renegada.

zila
A POESIA ABSOLUTA
por Talis Andrade
No corpo a corpo
com a vida
o telefone/bar
/o tango
Zila se ausenta
como quem morre
sob os olhos atentos
da mãe costurando

No corpo a corpo
com a poesia
o exercício da palavra
arado cultivadeira
rompe veios morde chão
rompe campos de salinas
para o plantio de um verbo novo

Ver o post original 117 mais palavras

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