Newton Navarro bêbado irmão virou nome de ponte


O jornaleiro

A CADEIRA
por Newton Navarro

.

O alto corpo se curva,

Quebram-se as linhas

E partidas formas lentas

Se debruçam.

Do vivo traço que era, de pé,

Como haste, erguido,

Em três planos se dispersa.

Vivo olhos, agudamente,

Percorrem a sala sem lume…

Dois seios pulsam, solenes.

As mãos uma flor seguram

Suspensa sobre o regaço.

E o sexo e a flor se ocultam

No sem espaço da curvas.

Pernas suspendem ligeiras,

Os pés, e as alpargatas

Caem no vazio onde foram

Sólidas raízes do corpo

Que a cadeira despedaça.

E na sombra

Sem movimento,

Todo o corpo adormecido

Sobre o corpo da cadeira

Mulher de amor ausente,

Talha na sombra envolvente

Vivo relevo de carne

Inútil sobre a madeira.

navarro

INCELÊNCIA PARA NEWTON NAVARRO
por Talis Andrade

No bar fazia presença
o mago Newton Navarro
a pintar tudo que via
retardando no que podia
o milagre da vida
com as…

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