ENCOSTO


Estranho poder
me toma o corpo
Tudo acontece
como se me
transformasse
em uma outra pessoa

Na carne que rasteja
na carne que lateja
o meu corpo age
como que possuído
por indefinida
invisível força

Estranho poder
me toma o corpo
doendo em mim
como um encosto
maligno e ruim

Dor ferida
camuflada
de vidas passadas

Errática
dor referida
atípica
que fustiga

Dor cansada
antiga
que nunca termina

 

 

 


Talis Andrade in Selos do Apocalipse
Ivan Maurício, desenho

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